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Eleições do Egipto podem ser uma surpresa para a estabilidade

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Eleições do Egipto podem ser uma surpresa para a estabilidade

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Estão em curso as primeiras eleições presidenciais plurais da história do Egipto que, apesar da quase certa reeleição para o quinto mandato de Hosni Mubarak, visaram servir de garante da estabilidade no exterior, nomeadamente face aos Estados Unidos.

No entanto, a situação pode alterar-se. Mubarak tem praticamente assegurado o voto da maioria dos 32 milhões de eleitores egípcios, mas a contestação está aumentar e os dois mais conhecidos candidatos entre o total de dez que disputam a presidência conseguiram apoios imprevistos. Mubarakak tentou tudo para impedir o crescimento do capital de simpatia dos adversários, mas havia demasiados descontentes com os seus 24 anos de poder e a preparação do caminho para o filho, Gamal Moubarak. Estão bem posicionados nesta liça os liberais Ayman Nur, do Partido Al Ghad, e Numan Gumma, da histórica formaçõo Al Wafd. Apesar de não haver registo de incidentes junto às assembleias de voto, as eleições estão inquinadas, à partida, pela falta de obervadores internacionais, e a nível interno, pelo bolcote do moviemnto Kefaya. Um dos manifestantes, deste movimento que surgiu há um ano, denuncia o facto do presidente ter escolhido pessoalmente os seus adversários o que não acontece em nenhuma democracia e em qualquer outro lado do mundo. Também a Confraria dos Irmãos Muçulmanos se opõe às eleições. Este é o maior movimento da oposição que esteve proibido no tempo de Nasser e depois foi ganhando influência pelo seu peso histórico e o seu passado de perseguição política. Como movimento islamita foi proibido de apresentar um candidato e também não aconselha nenhum. Mas lidera contestatários.