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Eleições multipartidárias no Egipto

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Eleições multipartidárias no Egipto

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Trinta e dois milhões de egípcios são chamados às urnas esta quarta-feira para as primeiras eleições presidenciais multipartidárias no país.

Depois de 24 anos a dirigir o Egipto, o presidente Hosni Mubarak é, aos 77 anos, o provável vencedor do escrutínio, após uma campanha eleitoral marcada pela controvérsia quanto à igualdade de oportunidades dos restantes nove candidatos. Apenas os chefes dos partidos foram autorizados a apresentar-se sendo um dos mais conhecidos, Ayman Nour, de 41 anos líder do partido Ghad, um liberal que não se tem poupado a esforços nos comícios, mas que sabe das suas fracas possibilidades perante um quarto de século de poder instalado. O mesmo para Noamane Gomaa, líder da formação nacionalista que tem exigido durante a campanha o fim do Estado de emergência no país, um estado policial que quer mostrar ventos de mudança a começar pela realização de eleições livres. No Cairo a Comissão Eleitoral recusou, no entanto, a presença de observadores nas assembleias de voto alegadamente por falta de espaço.