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ECOFIN quer maior responsabilização no consumo de petróleo

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ECOFIN quer maior responsabilização no consumo de petróleo

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Os ministros da Economia e das Finanças terminaram hoje uma reunião de dois dias em Manchester, na qual esteve em debate a subida do preço do petróleo, uma crise que poderá ter consequências superiores às do choque petrolífero de 1973.

No entanto, o ECOFIN concluiu que a resposta passa pela poupança de energia e pelo desenvolvimento de energias renováveis. A UE quer também que as petrolíferas e os principais consumidores mundiais da matéria-prima, numa clara alusão aos Estados Unidos, assumam as suas responsabilidades para minorar a crise e recusa uma redução da carga fiscal dos combustíveis. Entretanto, duas das principais petrolíferas a operar em França anunciaram ligeiras reduções no preço dos combustíveis. Medidas que devem ser seguidas pelos concorrentes, mas que não encantam os consumidores. “Não é um presente que nos dão. Há mais de uma semana que o petróleo baixou, podiam tê-lo feito antes”, diz um consumidor francês. “É uma brincadeira, não? Nunca vejo os preços, porque fico muito deprimido”, diz outro inquirido enquanto abastece o automóvel de gasolina. Na Alemanha, não se vislumbram medidas de redução de preços.Por isso, cada vez mais alemães atravessam a fronteira rumo à Polónia e à República Checa em busca de gasolina mais barata. Um condutor diz que, em Slubice, na Polónia, “paga 1, 15 euros por litro, enquanto em Berlim cada litro custa 1,35 euros, o que representa uma enorme poupança”. A actual crise origina um verdadeiro êxodo de fim de semana, destinado a aliviar a pressão dos combustíveis nos orçamentos familiares, cada vez mais dependentes do crude nas deslocações laborais. “Conduzo 100 km por dia para ir trabalhar, por isso, que posso fazer? Não vou desperdiçar mais dinheiro em combustível na Alemanha”, desabafa uma consumidora. A crise no mercado petrolífero começa a perturbar a economia europeia. Apesar de melhor apetrechada do que em 1973, o crescimento económico da União será este ano afectado em 0,25% pela subida do preço do crude.