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Oposição no Egipto não se conforma com os resultados das presidenciais

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Oposição no Egipto não se conforma com os resultados das presidenciais

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A oposição saíu à rua, e pela primeira vez uma manifestação contra o presidente não foi proibida. Os que participaram nela não foram perseguidos pela polícia. Sinais de tempos em mudança, para uns, alguma abertura que nada vai mudar, dizem outros.

O quinto mandato para Hosni Mubarak, que tem 77 anos, 24 dos quais na presidência, é fruto de uma fraude eleitoral, denuncia a oposição, pela primeira vez unida, contra os resultados da primeira eleição multipartidária do país. O rival de Mubarak também chamado o último faraó obteve quase oito por cento dos votos. Ayman Nour, do partido liberal Al Ghad, “Amanhã”, afirma que na realidade obteve 32,5 por cento dos votos, de acordo com as contas que fez. “Impossível os 7,5 por cento anunciados”, garantiu em conferência de imprensa. Não foi com surpresa que Mubarak encarou os resultados eleitorais. Dos mais de 70 milhões de egípcios, 32 milhões têm direito de voto, mas desses apenas sete milhões sairam para votar. Para muitos, a participação eleitoral diz tudo das eleições.