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Faixa de Gaza: "desocupada" mas ainda sob controlo israelita

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Faixa de Gaza: "desocupada" mas ainda sob controlo israelita

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Missão cumprida para os militares israelitas. Ao final de 38 anos de ocupação da Faixa de Gaza os soldados encerraram esta manhã os portões da passagem de Kissufim, entre o território palestiniano e o território israelita.

Um gesto simbólico que põe termo ao plano de retirada militar da região iniciado há um mês. Uma evacuação “incompleta”, segundo a Autoridade Palestiniana que sublinhou ontem que Israel continua a controlar a entrada na Faixa de Gaza, assim como o espaço aéreo e marítimo da região. Milhares de palestinianos reocuparam durante a madrugada os colonatos evacuados nas últimas semanas. Os gritos de vitória alternaram com a destruição de duas das 26 sinagogas cuja demolição foi recusada até à última hora por Israel. As demonstrações de júbilo repetiram-se ao longo dos 21 colonatos evacuados na Faixa de Gaza. No total 8 500 foram transferidos nas últimas semanas para território israelita e para a Cisjordânia. A segurança na região passa agora para a responsabilidade da autoridade palestiniana, mas o exército israelita reserva-se o direito de intervir caso Mahmdoud Abbas não consiga lidar com as facções armadas que controlam Gaza. Ontem, sobre os colonatos destruídos, a bandeira palestiniana alternava com a das facções armadas como o Hamas, cujos responsáveis voltaram a sublinhar que quatro anos de resistência armada foram mais eficazes que dez anos de negociações. Depois das celebrações desta noite em Gaza, a autoridade palestiniana vai comemorar amanhã oficialmente no antigo colonato de Neve Dekalim aquela que é apontada como uma nova era nas relações israelo-palestinianas. Da capacidade de Mahmoud Abbas voltar a trazer a segurança ao território, depende agora a passagem à segunda fase das reivindicações palestinianas: a retirada militar das colónias na Cisjordânia.