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Governos respondem a protestos sobre subida dos combustíveis

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Governos respondem a protestos sobre subida dos combustíveis

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Os governos europeus começaram a contra-atacar na guerra dos combustíveis. Depois de vários movimentos de cidadãos terem ameaçado com greves, pedindo uma baixa nos impostos sobre o combustível, foi a vez dos governos colocarem pressão sobre as companhias petrolíferas e sobre a OPEP.

No caso da Grã-Bretanha, onde a inflação atingiu um novo máximo de nove anos, por culpa dos preços do petróleo, foi o ministro das Finanças, Gordon Brown, a apontar o dedo ao cartel: “A primeira acção que temos de tomar é atacar as causas do problema e assegurarmo-nos de que são tomadas medidas globais para estabilizar os preços a longo prazo. Como isto é, sobretudo, um problema de procura que ultrapassa a oferta, a OPEP, na reunião do dia 19 de Setembro, tem que responder à procura crescente aumentando a produção”. Para muitos, estas palavras valem pouco, já que a maioria da população continua a pedir medidas concretas, ou seja, uma redução dos impostos. Na União Europeia, 68 por cento do preço dos combustíveis vai directamente para os cofres do Estado – muito mais que a média do G7 ou da OCDE, onde representa metade do preço. Os governos da Polónia e da Hungria foram os únicos a decidir uma baixa nos impostos sobre o combustível. Em França, o executivo de Dominique de Villepin tomou uma medida semelhante, mas apenas em relação aos agricultores, isto depois de protestos que causaram o bloqueio de algumas estradas no Norte do país. Um agricultor diz que “para ele os aumentos do combustível representam um rombo de 3600 euros, em relação ao que ganhou, no ano passado”. A França, tal como a Bélgica, decidiu entregar um cheque às famílias, para compensar o que o Estado encaixou com a subida do petróleo. No entanto, os consumidores europeus querem mais.