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Katrina: Bush defende-se pela primeira vez das acusações de racismo e má gestão

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Katrina: Bush defende-se pela primeira vez das acusações de racismo e má gestão

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Duas semanas depois da catástrofe causada pelo Katrina, George W. Bush minimizou as críticas e afirmou que não define a sua política de acordo com as sondagens, que o colocam no mais baixo nível desde sempre.

Entretanto, uma baixa significativa na sua administração promete lançar mais achas para a fogueira: a do director da Agência Federal de Emergências, FEMA. Michael Brown demitiu-se do cargo, depois de ter sido posto em causa pela lentidão na resposta ao desastre. Brown já tinha sido afastado na sexta-feira da direcção das operações de auxílio às vítimas do Katrina. Em Nova Orleães, cidade que visita pela terceira vez, o presidente norte-americano afimou que “tal como o Katrina não fez discriminações, os socorristas também não as farão”. Uma resposta aos que acusam os serviços de socorro de terem primeiro salvo os brancos e só depois os negros. Depois, o chefe de Estado acrescentou que “é ridículo o que circula sobre o facto do país não ter capacidade militar para enfrentar a crise doméstica porque tem todos os homens no Iraque”. Bush garante que os Estados Unidos têm muitas tropas para fazer as duas coisas. Oficialmente já são 505 as vítimas mortais do furacão.