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Verdes de Bruxelas analisam futuro da política externa alemã

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Verdes de Bruxelas analisam futuro da política externa alemã

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A poucos dias das eleições na Alemanha, os verdes alemães de Bruxelas reúnem-se para fazer o ponto da situação. Há sete anos que Joscka Fischer, o líder histórico dos verdes, chefia a diplomacia alemã.

Mesmo que a actual coligação governamental, entre o SPD de Schroeder e os verdes de Fischer, não ganhe as eleições, não é de esperar uma revolução na política externa alemã, como explica Frank Schwalba-Hoth, dos verdes locais: “Infelizmente, a política externa não está a desempenhar um papel importante nestas eleições. Qualquer que seja, o governo irá gerir o país mais ou menos dentro do actual enquadramento político. E continuará como um forte aliado da França.” Mesmo assim, são de esperar pequenas mudanças, se a coligação CDU-FDP ganhar. O líder do liberais no Bundestag, Wolfgang Gerhardt, apontado como futuro ministro dos Negócios Estrangeiros, promete uma política mais atlântica, a nível internacional, sem contudo negligenciar a relação com Paris, a nível europeu. Mas a eurodeputada liberal Silvana Koch Mehrin alerta: “A parceria franco-alemã não pode tornar-se, como alguém lhe chamou, ‘a aliança da arrogância’. Acredito que, com um novo governo, vai haver uma maior cooperação entre o Reino Unido e a Alemanha, especialmente no que toca ao actual debate sobre as perspectivas financeiras.” A questão do orçamento para 2007-2013 ditou o fracasso da última Cimeira. Reino Unido e França mantiveram posições inconciliáveis, sobre a política agrícola comum e o chamado “cheque britânico”. Em caso de vitória dos conservadores, é de esperar que a futura chanceler seja mais receptiva aos argumentos de Tony Blair. Para o analista Guillaume Durand, do European Policy Center, “a relação com a França vai continuar a ser um dos pilares da política alemã. Mas há uma necessidade de abertura óbvia. No momento em que a Europa se alarga a 25, e em breve a mais alguns países, é possível que o eixo franco-alemão não tenha a massa crítica suficiente para fazer propostas e fazê-las avançar na Europa.” Para fazer avançar a Europa, a candidata a chanceler não quer deixar ninguém para trás. Angela Merkel é uma mulher do Leste e de lá se aproxima: já fez saber que pretende uma “melhor integração” dos dez novos membros da União.