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Posição da Alemanha face à ONU em debate

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Posição da Alemanha face à ONU em debate

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Quando decorre a 60.a sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, os políticos alemães discutem a posição de Berlim face à ONU. Depois dos Estados Unidos e do Japão, a Alemanha é quem mais contribui para o orçamento da Organização. Daí que o governo de Gerhard Schroeder se tenha batido por um assento de membro permanente no Conselho de Segurança.

A ideia não agrada, contudo, a todos os alemães. O eurodeputado do FDP Alexander Lambsdorf pensa que o caminho é outro: “Quando estiverem reunidas as condições políticas, constitucionais e jurídicas, vamos querer um assento para a União Europeia. Actualmente, ainda não o estão”, admite o liberal. “Politicamente, a Inglaterra e a França não querem renunciar aos seus assentos; constitucionalmente, o referendo fracassou; e juridicamente, os estatutos da ONU não admitem ainda a participação da União Europeia.” Apesar de os verdes fazerem parte da coligação governamental, Angelika Beer, uma eurodeputada ecologista, não poupa críticas ao rumo seguido pelo governo alemão. Diz que “a insistência unilateral da Alemanha, que quer um assento permanente no Conselho de Segurança e mesmo direito de veto – não ajudou à reforma da ONU, antes pelo contrário.” Em Julho, Joschka Fischer, o chefe da Diplomacia alemã, apresentou na ONU o pedido de assento permanente. A política externa da Alemanha não é um dos temas fortes da campanha para as eleições de domingo, mas há alguma curiosidade sobre o que fará, neste dossiê, o próximo governo.