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O caçador de nazis morreu nesta terça-feira em Viena

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O caçador de nazis morreu nesta terça-feira em Viena

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Simon Wiesenthal tinha 96 anos. Chamavam-no “soldado da justiça, da liberdade e da paz”. Dedicou a vida a perseguir criminosos de guerra, não por vingança, mas em nome da justiça. Pelo menos assim os seus admiradores querem recordá-lo.

Mil e cem criminosos de guerra nazis foram levados à justiça, entre os quais Adolf Eichman, um dos mais zelosos executantes da “solução final”. Wiesenthal, ele próprio um sobrevivente dos campos de extermínio, saíu de Mauthausen em Maio de 1945, com menos de 50 quilos. Em 1945 criou o centro de informação e documentação sobre os criminosos de guerra. Foi o ponto de partida para a procura de nazis por todo o mundo. Para uns Wiesenthal defendeu a vida e a honestidade, fez muito pela humanidade, foi muito conhecido, muito aberto, e teve a sorte de viver até aos 96 anos. Outros consideram que a vida de Wiesenthal deve inspirar outras pessoas, de forma a dar continuidade ao que ele começou. Outro legado de Simon Wiesenthal é a luta contra o anti-semitismo e a luta contra os preconceitos. O director do Museu Yad Vashem, em Jerusalém, onde estão expostos documentos históricos doados por Weisenthal, afirma que “Weisenthal se tornou mais do que num símbolo, foi a única pessoa a dedicar a vida à caça de criminosos de guerra e a levá-los à justiça”. Grande parte do Mundo fez, nesta terça-feira, uma vénia, para homenagear um homem ímpar no seu domínio, que entrou para a Histrória pela porta grande.