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Itália assolada por crise política

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Itália assolada por crise política

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O presidente do banco central italiano, Antonio Fazio, ignorou os apelos à sua demissão de Silvio Berlusconi, decidindo manter a participação em Washington na reunião do FMI.

Envolvido num escândalo financeiro, Fazio está na base de nova crise política na Itália espoletada pela demissão do ministro das Finanças, que exigia uma posição dura de Berlusconi. Tardio mas firme, Silvio Berlusconi retirou o tapete a Fazio depois de voltar entregar a pasta da economia a Giulio Tremonti, que se demitiu do mesmo cargo há 14 meses. A gravidade da crise politica suscita preocupações junto do FMI. O seu presidente, Rodrigo Rato: “Os problemas e os desafios da economia italiana são claros. Tem de ter mais crescimento mas resiste às mudanças. Nós pensamos que o trabalho do governo tem de continuar”. As atenções estão agora centradas em Antonio Fazio, suspeito de favorecimento na conmpra da Banca Antonveneta. Criticado por Tremonti e abandonado por Silvio Berlusconi, o presidente do banco central Italiano terá de decidir se se mantém no cargo ou continua. Perante o escândalo, a oposição apressou-se a reclamar a convocaºão de eleições antecipadas.