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Polónia vira à direita após legislativas marcadas por alta taxa de abstenção

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Polónia vira à direita após legislativas marcadas por alta taxa de abstenção

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Os conservadores e liberais lideram a contagem dos votos na Polónia, mas o grande vencedor é a taxa de abstenção recorde.

Apenas 40% dos eleitores foram às urnas, desmoralizados com a política e pelas sondagens que davam a vitória aos conservadores e aos liberais, decididos a coligar-se. O conservador Jaroslaw Kaczynski é o melhor colocado para primeiro-ministro e o seu irmão gémeo é um dos pretendentes ao cargo de presidente. A ideia dos dois irmãos Kaczynski no poder agradaria a uma eleitora que defende que eles serão capazes de satisfazer as exigências do eleitorado. Um outro eleitor pelo contrário está descontente com a política polaca. Explica que é contra todos, pois ao longo da última década e meia já estiveram todos no poder, apenas mudaram os nomes dos partidos, e deveria haver uma grande mudança. O eleitorado puniu a Aliança da Esquerda Democrática (SLD), no poder desde 2001 e abalada por escândalos de corrupção. Contados 60% dos boletins de voto, os conservadores do Partido da Lei e Justiça (Pis) recebem 26,6% dos votos. Ontem, Jaroslaw Kaczynski reiterou a vontade de colgar-se com os liberais da Plataforma Cívica (Po), liderados por Donald Tusk, que obtêm 24 por cento. A aliança garantiria uma larga maioria no parlamento, no entanto as discussões podem ser dificultadas quer pelas diferenças de programa quer pela corrida à presidência, na qual os dois partidos concorrem separados.