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Protestos contra a guerra regressam aos Estados Unidos

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Protestos contra a guerra regressam aos Estados Unidos

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A mobilização contra a guerra nos Estados Unidos não acabou, como provam as imagens deste fim-de-semana. Nas ruas de Washington foram dezenas de milhares as pessoas que se manifestaram, um movimento que esmoreceu durante o período eleitoral, onde todas as energias se concentraram no esforço “todos menos Bush“e que retoma, agora , tendo como figura de proa Cindy Sheehan.

Tal como aconteceu na Rússia ou na Argentina e um pouco por todo o mundo é uma mãe que perdeu um filho que porta o estandarte da luta contra a guerra. Cindy Sheehan celebrizou-se este Verão ao montar uma tenda diante do rancho do presidente, na esperança de ser recebida por ele. “Ele foi morto por Bush e pela sua arrogante política externa. Este é Casey quando tinha sete meses e quero perguntar ao presidente porque matou o meu filho. Em nome de quê morreu o meu filho?”, afirma Sheehan. A mobilização contra a política de Bush no Iraque começou em 15 de Fevereiro de 2003, a guerra deveria começar um mês mais tarde e por todo o mundo as populações uniam-se na tentativa de evitá-la. Nos Estados Unidos e na Europa entre 70 a 90% da opinião pública estava contra. No princípio de 2003, nos Estados Unidos, 49% das pessoas eram contra a guerra; em 2004, as provas sobre as mentiras da administração Bush, as torturas de Abu Grahib e as tomadas de reféns fazem aumentar esta tendência e, em 2005 eram já 53%, mas apenas 41% queria o regresso das tropas. Após a tragédia do Katrina, 67% são contra a guerra e são já 63% a exigirem o regresso das tropas do Iraque. Quase intocada pelos escândalos e pelas mentiras sobre a invasão iraquiana após a ocupação, a popularidade de Bush acabou por ceder à passagem do Katrina. Os activistas anti-guerra aproveitam a vaga para relançar o movimento.