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Antigo patrão da Parmalat senta-se hoje no banco dos réus

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Antigo patrão da Parmalat senta-se hoje no banco dos réus

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Calisto Tanzi, o antigo patrão da Parmalat, e 18 outros arguidos, entre os quais três instituições financeiras, começam hoje a ser julgados no tribunal de Milão, no âmbito do maior escândalo financeiro alguma vez verificado na Europa.

Sob as acusações de falsificação de contas e manipulação bolsista, Tanzi, que incorre numa pena até cinco anos de prisão, irá explicar ao juiz como foi construída a rede que permitiu à Parmalat continuar a ser cotada em bolsa e obter crédito bancário com um buraco financeiro de mais de 14 mil milhões de euros. Antes do início destas audiências, onze arguidos, entre os quais Fausto Tonna, antigo director financeiro do grupo, e Stefano Tanzi, filho do antigo homem forte da Parmalat, aceitaram declarar-se culpados para poderem beneficiar de reduções de pena, ao mesmo tempo que dispensam o processo público. Tonna irá purgar dois anos e meio de prisão, enquanto Stefano Tanzi foi condenado a um ano e onze meses de pena suspensa. O tribunal milanês conduz um outro inquérito relacionado com a falência do grupo agroalimentar de Collecchio, no qual estão arroladas diversas instituições financeiras internacionais, acusadas de terem ocultado a dimensão do escândalo.