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Trabalhadores da SNCM radicalizam protestos contra privatização da empresa

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Trabalhadores da SNCM radicalizam protestos contra privatização da empresa

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A luta dos marinheiros da SNCM contra a privatização da empresa radicalizou-se ontem com o desvio de uma embarcação.

A acção foi conduzida por membros do Sindicato dos Trabalhadores Corsos, a mais influente organização sindical da ilha, que sequestraram o navio ancorado no porto de Marselha e rumaram a Bastia, no norte da Córsega. As autoridades ameaçam os trabalhadores com uma pena de 20 anos de prisão pelo desvio do Pascal Paoli, mas anunciaram um eventual recuo na intenção de privatizar a cem por cento a empresa de transportes marítimos. Os protestos dos trabalhadores da SNCM, que já duram há alguns dias, intensificaram-se depois de ontem o governo francês ter escolhido o fundo de investimento Butler Capital Partners para avançar com a privatização. Já na madrugada de ontem, o Porto de Marselha foi palco de confrontos entre a polícia e manifestantes que bloqueavam a zona portuária. Situação que se repetiu esta noite no Porto de Bastia. Christian Frémont, prefeito do departamento de Bouches du Rhône, que ordenou a carga policial, considera que “alguns funcionários da SNCM têm um comportamento suicida. A empresa tem 2400 empregados, espero que assumam a responsabilidade de garantir o futuro da companhia e do porto.” Para os funcionários, está fora de questão aceitar as propostas do governo e avisam que “a luta ainda está a começar.” Depois destas acções radicais, a situação de bloqueio portuário parece longe de estar normalizada, uma vez que os movimentos grevistas continuam a ser prorrogados diariamente.