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Tsahal bombardeia Gaza, Hamas rapta isrealita ao estilo al-Qaida

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Tsahal bombardeia Gaza, Hamas rapta isrealita ao estilo al-Qaida

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Os incidentes entre forças israelitas e palestinianas, nos últimos dias, levaram ao adiamento do encontro entre os líderes dos dois lados do conflito. A reunião estava prevista para domingo.

A aviação militar israelita voltou esta madrugada a bombardear a Faixa de Gaza, em resposta ao lançamento de mísseis contra Israel. O Tsahal visou cinco alvos na zona da cidade de Gaza. Para além de um campo de refugiados, foram atingidas instalações do Fatah, do presidente Mahmud Abbas, bem como da Frente Popular de Libertação da Palestina. Os ataques israelitas não causaram vítimas e aconteceram horas depois dos principais grupos palestinianos terem reiterado a intenção de cumprir o cessar-fogo, que já dura há sete meses. À intervenção armada, que persiste desde o fim-de-semana em Gaza, junta-se a detenção de centenas de militantes do Hamas na Cisjordânia. Em resposta, os radicais palestinianos raptaram e assassinaram um israelita. Antes da morte, divulgaram as imagens do refém, sentado numa cadeira, de olhos vendados, a pronunciar alguns sons, e, em pano de fundo, a bandeira dos extremistas do Hamas. Imagens que fazem em tudo recordar os raptos reivindicados pela al-Qaida no Iraque. É a primeira vez que um israelita é assassinado nestas condições. O ministro da Defesa, Shaul Mofaz, radicaliza o discurso: “Se o Hamas e Mahmud Al-Zahar continuam a disparar mísseis Qassam terão o mesmo destino que Rantissi e Yacin”. O comando militar israelita encara manter aquilo que chama de política de dissuasão, até as organizações palestinianas respeitarem o cessar-fogo prometido.