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Governo francês propõe privatização parcial para acabar com conflito na SNCM

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Governo francês propõe privatização parcial para acabar com conflito na SNCM

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O governo francês recua na privatização total da companhia marítima SNCM. A nova proposta foi anunciada quando eram recebidos como heróis, em Bastia, na Córsega, alguns dos marinheiros envolvidos no desvio de um navio.

As ruas de Bastia estavam esta manhã tranquilas, mas esperam-se manifestações para pedir a libertação dos quatro autores do desvio da embarcação, detidos preventivamente. Motivo que esteve na origem dos violentos confrontos de ontem à noite, em Bastia, entre manifestantes e forças policiais. Actualmente não há nenhuma ligação marítima com a ilha, incluindo navios de reabastecimento. Para tentar desbloquear o conflito laboral, que dura há mais de uma semana, o governo francês fala agora em privatização parcial. O primeiro-ministro Dominique de Villepin diz ter a responsabiliadde de salvar a empresa e encontrar uma solução para uma situação que é dramática. Depois de ter recorrido às forças de elite para recuperar o navio desviado por grevistas, o executivo francês propõe manter 25% do capital da SNCM e entregar 5% aos trabalhadores. Os restantes 70% ficarão nas mãos de duas empresas, a Butler Partners Capital e a Veolia Connex. Mas a solução ainda não agrada aos sindicatos. A Sociedade Nacional Córsega Mediterrâneo (SNCM) está à beira da falência e as perdas ascendem a 30 milhões de euros por ano. Dificuldades que se agravaram com as greves que tiveram lugar nos últimos meses.