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Referendo argelino pode virar virar página na história do país

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Referendo argelino pode virar virar página na história do país

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Mais de 18 milhões de eleitores podem hoje virar uma página na história da Argélia.

Por iniciativa do presidente Abdelaziz Bouteflika, tem hoje lugar um referendo sobre a chamada Carta da Paz da Reconciliação, uma espécie de amnistia geral a todos quanto estiveram envolvidos na revolta de 1992. Na altura, o poder militar anulou as eleições ganhas pelos radicais da FIS, a Frente Islâmica de Salvação. Já em 1999, o chefe de Estado recorreu também ao referendo para conseguir a aprovação de um projecto a que chamou de “Concordia Civil” e que depois permitu a rendição e a reinserção de seis mil terroristas, metade dos que faziam parte da FIS. A Carta que hoje é submetida ao voto popular vai mais longe e pretende o perdão gradual não só para os terroristas como para as pessoas que de alguma maneira estiveram envolvidas nos tumultos, incluindo as forças de segurança. Na revolta de há 13 anos morreram, segundo fontes oficiais, 150 mil pessoas. As famílias das vítimas manifestam-se contra a iniciativa do presidente argelino, não se conformam e recusam dar o perdão a quem lhes tirou os parentes. As previsões feitas por analistas argelinos apontam para uma maioria favorável à adopção da Carta de Reconciliação, que, se for aprovada, vai permitir extinguir todos os processos judiciais dos indivíduos que estiveram envolvidos nos chamados “comandos da morte”.