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Agrava-se o clima de tensão na Córsega

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Agrava-se o clima de tensão na Córsega

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O presidente francês, Jacques Chirac, condenou firmemente o atentado contra a prefeitura da Córsega na capital, Ajaccio. Um “acto inadmissível”, segundo o ministro do interior, Nicolas Sarkozy.

Ao início da noite de ontem foi disparada uma granada de morteiro, uma acção que não causou vítimas nem foi reivindicada. O prefeito encontrava-se nas instalações, a poucos metros do local da explosão. Pierre-René Lemas afirmou que “um ataque à prefeitura é um símbolo, mas que por detrás destes símbolos existem pessoas” e quem “efectua estes ataques deverá lembrar-se disso”. Lemas relacionou o ataque com o conflito social com a companhia de transportes marítimos SNCM, que liga a Córsega à França continental. Na ilha, o clima tem sido de grande tensão. Manifestantes reclamaram violentamente a libertação dos companheiros detidos no sequestro do navio Pascal Paoli. A solução proposta pelo governo, que guardaria apenas 25% do capital da deficitária SNCM, no seu processo de privatização, foi rejeitada pelos sindicatos. A Comissão Europeia poderá autorizar uma última ajuda pública do governo francês à empresa, desde que a França apresente um plano com a intenção de tornar a SNCM viável a longo prazo. A greve da campanhia marítima paralizou os portos de Marselha e da Córsega. A ilha está bloqueada, aumentam os problemas de abastecimento e escasseiam os combustíveis. A piorar a situação, os aeroportos de Ajaccio e Bastia juntam-se hoje à contestação.