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Argélia: quase 80% de taxa de participação no referendo sobre a reconciliação

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Argélia: quase 80% de taxa de participação no referendo sobre a reconciliação

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“Esta forte participação traduz a vontade do povo argelino em resolver definitivamente a crise”, a declaração foi feita pelo ministro do Interior da Argélia, quando anunciou uma taxa de participação de quase 80% no referendo da “Carta para a Paz e a Reconciliação”.

Os resultados oficiais devem ser anunciados esta sexta-feira, mas tudo aponta para a vitória do “sim”, dado que a oposição tinha apelado ao boicote. Os argelinos parecem querer virar a página dum conflito violento, que, nos anos 90, custou a vida a 150 mil pessoas depois dos militares terem cancelado, em 1992, a segunda volta das primeiras legislativas multi-partidárias na Argélia. Umas eleições que iriam levar ao poder a Frente Islâmica de Salvação, a FIS. “A Carta para a Paz e a Reconciliação”, uma iniciativa do presidente argelino,Abdelaziz Buteflika, prevê amnistias para fundamentalistas islâmicos, desde que não tenham estado envolvidos em massacres ou atentados e continua a impedir o acesso à actividade política dos antigos responsáveis da FIS. Os partidos da oposição e alguns movimentos de defesa dos direitos do homem rejeitam a iniciativa porque consideram que ela permite ao poder passar uma esponja sobre o papel das forças de segurança no desaparecimento de milhares de argelinos suspeitos de apoiarem as milícias islamitas.Por isso, as mães dos desaparecidos deram voz à sua dor e revolta nas ruas de Argel.