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Argélia: "Sim" maciço no referendo para a reconciliação nacional

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Argélia: "Sim" maciço no referendo para a reconciliação nacional

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Mais de 97 por cento (97,36%) dos eleitores argelinos votou “sim” no referendo sobre o projecto de carta presidencial para a paz e reconciliação nacional.

Um virar de página sobre um conflito violento que, nos anos 90, custou a vida a 150 mil pessoas, depois de os militares cancelarem a segunda volta das primeiras legislativas multipartidárias na Argélia. “A Carta para a Paz e a Reconciliação”, uma iniciativa do presidente argelino,Abdelaziz Buteflika, prevê amnistias para fundamentalistas islâmicos, desde que não tenham estado envolvidos em massacres ou atentados, e continua a impedir o acesso à actividade política dos antigos responsáveis da Frente para a Salvação Islâmica. Partidos da oposição e alguns movimentos de defesa dos direitos do homem rejeitam a iniciativa porque consideram que permite ao poder passar uma esponja sobre o papel das forças de segurança no desaparecimento de milhares de argelinos, suspeitos de apoiarem as milícias islamitas.