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Catalunha aprova mais autonomia, Madrid reage com prudência

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Catalunha aprova mais autonomia, Madrid reage com prudência

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O Parlamento regional da Catalunha aprovou, hoje, um novo Estatuto de Autonomia, numa sessão histórica que pretende ser o primeiro passo do processo de reforma da lei que rege a região. O texto, que propõe um novo modelo financeiro e de gestão fiscal, foi aprovado com 120 votos dos partidos com assento parlamentar, excepto o Partido Popular da Catalunha, contrário à definição do território como “nação”. Este foi também o termo que terá suscitado alguma prudência por parte do governo espanhol. Maria Teresa Fernandez, vice-presidente do executivo, explicou que Zapatero “prometeu apoiar esta reforma votada pelo Parlamento catalão e irá apoiá-la no Parlamento de Madrid, o que não significa que o texto não tenha de ser aperfeiçoado, se há aspectos que representam ou possam representar problemas constitucionais”.

A reforma do modelo territorial espanhol foi um compromisso assumido pelo actual primeiro-ministro, José Luis Rodriguez Zapatero, em Abril de 2004, mas conta com a oposição feroz da direita. O PP exige que o governo Zapatero apresente no Parlamento de Madrid a mudança de Estatuto da Catalunha como uma reforma constitucional, que obriga a uma votação por maioria de dois terços, e não uma reforma estatuária. Se assim não for, a oposição prepara-se para reclamar a dissolução da Assembleia Parlamentar espanhola e pedir eleições gerais antecipadas. Uma situação delicada para o primeiro-ministro pressionado por centristas e nacionalistas.