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Conflito laboral na SNCM bloqueia a Córsega

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Conflito laboral na SNCM bloqueia a Córsega

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A ilha da Córsega está isolada do resto do mundo. O porto e a cidade de Bastia no norte estão paralisados.

Desde quarta-feira, quandos as forças de elite da guarda nacional francesatomaram de assalto o navio Pascoal Paoli, desviado por trabalhadores da SNCM, que o tráfego marítimo está interrompido. Os aeroportos de Bastia e Ajaccio estão a ficar bloqueados; centenas de turistas estão retidos um pouco por toda a ilha. Os bens de primeira necessidade e os combustíveis estão a ser geridos por uma célula de crise criada pelo Prefeito da Córsega. Amanhã está prevista uma manifestação de apoio aos dois marinheiros que lideraram o sequestro do navio, detidos em Marselha. O clima tenso agravou-se na noite de ontem, quando a Prefeitura da Córsega, em Ajaccio, foi atacada com uma granada de morteiro. A acção não fez vítimas nem foi reivindicada. O ministro da Economia deslocou-se a Bruxelas para defender a proposta de Paris, recusada pelos sindicatos, que aumenta para 25% a participação do Estado no capital da transportadora marítima, após a privatização. Thierry Breton afirmou que “o Estado não pode intervir mais financeiramente, excepto no quadro desta última proposta, o que foi sublinhado de forma clara pelos serviços da Comissão”. Breton disse que “lutará para que este plano seja aceite”. Em Julho de 2003, a Comissão Europeia aprovou a última de uma série de injecções de dinheiro público na deficitária SNCM que, normalmente, deveria interditar qualquer outra subvenção num período de dez anos. No entanto, Bruxelas poderá autorizar uma última ajuda pública à empresa, desde que enquadrada num plano de viabilização a longo prazo.