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Zapatero obtém de Marrocos reforço de cooperação no combate à imigração ilegal

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Zapatero obtém de Marrocos reforço de cooperação no combate à imigração ilegal

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Espanha e Marrocos trocam acusações quanto às causas da morte de cinco imigrantes ilegais, que tentaram, na madrugada passada, entrar a salto em Ceuta.

Madrid afirma que a autópsia aos dois mortos do lado espanhol da fronteira revelaram ferimentos com bala real, munição de que os militares espanhóis em patrulha não dispõem. Na fronteira marroquina, onde foram recolhidos outros dois cadáveres, fonte oficial disse que os ferimentos mortais foram causados por balas de borracha e negou quaisquer disparos. Aliás, os dois países nem se entendem quanto ao número de mortos na invasão de imigrantes ilegais que tentaram entrar na cidade espanhola do Norte de África. O anormal afluxo de clandestinos que tentam entrar nas cidades espanholas de Ceuta e Melilla levou as autoridades de Madrid a enviarem um destacamento de 480 militares para colaborarem com a Guarda Civil nas tarefas de vigilância fronteiriça. Do lado marroquino, este reforço atingiu os 1600 homens na última semana. Nos últimos dias, milhares de pessoas têm tentado saltar, por meio de escadas improvisadas, a vedação de 3 metros que os separa do sonho europeu. Para coordenar estratégias no combate ao problema, o primeiro-ministro espanhol José Luis Rodriguez Zapatero avistou-se esta quinta-feira em Sevilha com o chefe do governo marroquino Driss Jettou. “Marrocos e Espanha têm o mesmo interesse em evitar a imigração clandestina. O trabalho para lutar contra este fenómeno é palpável e faz-se de maneira cada vez mais concertada, sobretudo a partir de hoje”, anunciou Zapatero após a cimeira. Maior cooperação não significa, no entanto, maior eficácia, por falta de acordos de repatriamento com muitos dos países de origem dos clandestinos que logram entrar em Espanha.