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França: prossegue a crise em torno da privatização da SNCM

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França: prossegue a crise em torno da privatização da SNCM

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Acalmam-se os ânimos, mas a crise continua em torno da privatização da companhia de transportes marítimos francesa SNCM.

Os quatro homens que desviaram, na terça-feira, um navio da companhia já foram colocados em liberdade, enquanto aguardam o desenvolvimento do processo que lhes foi instaurado por “desvio de navio” e “sequestro de pessoas”. Nas primeiras declarações após a sua libertação, um dirigente do Sindicato dos Trabalhadores Corsos (STC) apelou “à calma” e ao apaziguamento da situação na ilha, fazendo votos que o “futuro da companhia e do serviço público seja agora encarado duma forma diferente”. Na Córsega, centenas de pessoas celebraram a libertação dos marinheiros, mas a crise continua em torno do futuro da SNCM, que corre o risco de falência. Ao décimo primeiro dia de greve, as autoridades encetaram operações nos portos de Ajaccio e Marselha, bloqueados pelos movimentos de contestação, com o objectivo de restabelecer a circulação marítima e o abastecimento de combustíveis. O aeroporto de Ajaccio pôde retomar as operações ao início da tarde depois do fim da paralisação dos bombeiros e do pessoal de terra. Na noite de quinta-feira, os sindicatos romperam as negociações com o governo de Dominique de Villepin, que propõe um plano para salvar a SNCM em que o estado conserva 25% da companhia. Segundo Matignon, esta é a melhor oferta que o executivo pode oferecer para não violar leis comunitárias.