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Itália: Adiado julgamento de alegados homicidas do "Banqueiro de Deus"

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Itália: Adiado julgamento de alegados homicidas do "Banqueiro de Deus"

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Foi adiado para finais de Novembro o julgamento das cinco pessoas acusadas de envolvimento no homicídio do banqueiro italiano, Roberto Calvi, há 23 anos. No banco dos réus estão um membro da máfia siciliana, um criminoso de Roma, um contrabandista, um homem de negócios e a ex-companheira de Roberto Calvi.

O julgamento começou esta quita-feira na prisão de alta segurança de Rebibbia, em Roma, após duas décadas de saga judicial e policial, com alegadas ramificações políticas. Roberto Calvi foi encontrado enforcado na ponte de Blackfriars, em Londres, em Junho de 1982. Nos bolsos tinha tijolos e uma enorme soma de dinheiro. Era conhecido como “Banqueiro de Deus”, pela participação do Vaticano no Banco Ambrosiano, a que presidia e que faliu pouco tempo antes da sua morte. A primeira tese apontou para o suicídio. Tal nunca convenceu a família que fala da mão de políticos na morte. O processo foi reaberto em 1992 e dez anos mais tarde a exumação do corpo e a nova autópsia apontaram na direcção do assassinato. O Ministério Público italiano defende agora que o banqueiro de 62 anos foi morto pela máfia e por um homem de negócios ligado à Maçonaria, a quem Calvi teria subtraído dinheiro durante operações de branqueamento de capitais. As acusações dos suspeitos só foram feitas há poucas semanas.