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Polónia:Parceiros no governo digladiam-se nas presidenciais

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Polónia:Parceiros no governo digladiam-se nas presidenciais

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No próximo domingo, a Polónia é chamada a eleger um presidente da República de entre doze candidatos, duas semanas depois de ter votado nas legislativas.

A proximidade entre os escrutínios tem sido um factor determinante nesta campanha, uma vez que o favorito no dia 9 é parceiro minoritário da coligação saída das eleições parlamentares. Donald Tusk é o líder dos liberais da Plataforma Cívica e é visto como um bom negociador, pró-europeu, dinâmico e humano. Por isso, é creditado nas sondagens com quarenta por cento dos votos, contra 35 por cento do mais directo rival, o democrata-cristão Lech Kaczinsky. Irmão gémeo do líder do partido conservador Direito e Justiça, Kaczinsky quer fazer passar a imagem de político experiente e incorruptível conquistada como presidente do Tribunal de Contas, ministro da Justiça e presidente da câmara de Varsóvia. Porém, os adversários aproveitam-se do eurocepticismo do candidato conservador e da sua posição extremada em certas questões sensíveis para agitar o fantasma do isolamento internacional da Polónia em caso de eleição. O social-democrata Marek Borowski e o populista Andrzej Lepper são creditados com 11 e 12% dos votos, respectivamente, pelo que o escrutínio só deverá resolver-se na segunda volta, marcada para 23 de Outubro. Por esse motivo, a nova aliança governativa acordou adiar a composição do executivo até ser conhecido o novo chefe de Estado. Ainda assim, o presidente cessante Aleksander Kwasniewski já fez saber que a nomeação oficial do primeiro-ministro conservador Kazimierz Marcinkiewcz terá lugar a 19 de Outubro, na sessão inaugural do novo parlamento polaco.