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Um Nobel da Paz contra a proliferação nuclear

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Um Nobel da Paz contra a proliferação nuclear

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A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) e o seu director-geral, o egípcio Mohammed El Baradei, partilham este ano o prémio Nobel da Paz.

A escolha foi justificada em Oslo pelos esforços da organização em prevenir a utilização da energia nuclear para fins militares e garantir a aplicação da mesma a fins civis, nas melhores condições de segurança. Na sede da AIEA em Viena, Mohammed El Baradei afirmou que com a atribuição do prémio, o comité Nobel “dá destaque à gravidade dos perigos relativos à ameaça nuclear, à existência de milhares de armas nucleares no mundo e ao espectro do terrorismo nuclear”. “O prémio sublinha também que estas situações só serão resolvidas através de uma cooperação internacional alargada”, afirmou ainda o homem tratado pelo comité Nobel como “o advogado destemido da não proliferação nuclear”. El Baradei reconheceu, no entanto, o longo caminho a percorrer depois do fracasso das negociações sobre a proliferação nuclear, durante a Assembleia Geral da ONU no mês passado. O Nobel da Paz distinguiu igualmente a Agência Internacional fundada em 1957 para assegurar a cooperação técnica e científica internacional no desenvolvimento do nuclear para fins civis. Uma instituição encarregue também do desenvolvimento dos países mais pobres. Baradei não deixou de ressaltar que, sem desenvolvimento não é possível garantira paz, sublinhando os sucessos da organização alcançados no Iraque e Coreia do Norte.