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Depois do terramoto, dezenas de réplicas continuam a ameaçar o Paquistão

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Depois do terramoto, dezenas de réplicas continuam a ameaçar o Paquistão

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O sismo que esta madrugada atingiu o Paquistão, a Índia e o Afeganistão poderá ter morto mais de um milhar de pessoas, segundo o porta-voz do presidente paquistanês.

Ao início da tarde, horas depois do abalo, registado às 8h55 locais, a terra continuava a tremer, ameaçando as estruturas seriamente danificadas pelo sismo. À semelhança de um bloco residencial de 12 andares em Islamabad, centenas de edifícios desmoronaram-se na cidade e no norte do Paquistão durante os 23 segundos que durou o terramoto, seguido de diversas réplicas. O governo activou entretanto uma célula de crise, enquanto exército e Crescente Vermelho tentam procurar sobreviventes por entre os escombros. O epicentro do sismo, considerado o mais violento de sempre a atingir o Paquistão, localizou-se a nordeste de Islamabad na região da Cachemira, dividida entre a Índia e o Paquistão. O abalo que atingiu uma magnitude de 7,6 na escala de Richter, poderá ter provocado pelo menos 250 mortos na Cachemira segundo fontes oficiais. Estradas e comunicações encontram-se cortadas e nas regiões mais remotas o socorro chega apenas por helicóptero. Um hospital militar em Rawalakot, também na Cachemira, foi igualmente danificado pelo sismo. No norte do Paquistão, pelo menos 25 pessoas morreram no desmoronamento de um tribunal e de duas escolas. A réplica mais violenta registada até agora atingiu a magnitude de 5,9 na escala de Richter. No Afeganistão, também atingido pelo sismo, há a registar o desmoronamento de centenas de casas e pelo menos três mortes no Leste do país.