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Organismos de direitos humanos contra expulsão de clandestinos de Melilla

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Organismos de direitos humanos contra expulsão de clandestinos de Melilla

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O governo de Madrid encontra-se sob uma chuva de críticas depois ter ordenado a expulsão dos emigrantes clandestinos entrados no país a partir de Marrocos.

Médicos Sem Fronteiras e Amnistia Internacional denunciam a ilegalidade das expulsões e o abandono de meio milhar de pessoas no deserto, junto à fronteira Argélia-Marrocos levadas em camiões por militares marroquinos. Um homem conta que depois de terem sido expulsos de Melilla foram reenviados para longe. Para regressarem terão de percorrer 700 quilómetros, seis dias de viagem a pé, sem comer nem beber. Baseando-se em testemunhos directos a organização SOS Racismo afirma que desde há algumas semanas outros emigrantes estão também a ser levados para lugares ainda mais longínquos como a fronteira com a Mauritânia de forma a que não possam regressar a pé. O governo espanhol efectua estas expulsões ao abrigo do acordo concluido entre Madrid e Rabat, em 1992, defende que as regras foram respeitadas. No entanto, a organização Médicos Sem Fronteiras afirma que expulsar emigrantes desta forma viola os direitos humanos. No grupo localizado na fronteira argelina encontravam-se mulheres grávidas, crianças e feridos provocados por quedas e pela violência polícial, segundo ONG’s. A União Europeia enviou esta sexta-feira um grupo de observadores para o local.