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Bruxelas procura solução para conter clandestinos em Ceuta e Melilla

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Bruxelas procura solução para conter clandestinos em Ceuta e Melilla

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Uma missão da Comissão Europeia começou esta manhã a inspeccionar a fronteira entre a região espanhola de Ceuta e Marrocos.

A deslocação de menos de 24 horas àquela que é a fronteira africana da União, ocorre a pedido do governo de Madrid que, nas últimas semanas, tem tido dificuldade em conter os assaltos de imigrantes ilegais provenientes de Marrocos. Os nove técnicos têm por missão inspeccionar os sistemas de segurança e vigilância colocados ao longo das duas vedações, assim como o centro de detenção temporária que actualmente acolhe 680 imigrantes. Objectivo da missão, sob a responsabilidade do comissário europeu para a Segurança, Liberdade e Justiça, procurar soluções para lidar com o fluxo de clandestinos que tenta penetrar ilegalmente em Ceuta e Melilla. No dia 29 de Setembro mais de 500 imigrantes lançaram um assalto em massa às vedações fronteiriças. Dias depois, dezenas destes indivíduos entregues à polícia marroquina tinham sido abandonados no deserto do sul do país, onde hoje foram recuperados pelas autoridades. No total mais de 500 clandestinos tinham sido descobertos por responsáveis da organização francesa Médicos sem Fronteiras, quando vagueavam sem água nem alimentos. Rabat, que quer agora reagrupar estes clandestinos com o objectivo de os repatriar para os países de origem, tenta conter o escândalo que incide sobre a forma como o país lida com os imigrantes ilegais expulsos pelas autoridades espanholas.