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Eleições autárquicas em Portugal não deverão abalar lideranças partidárias

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Eleições autárquicas em Portugal não deverão abalar lideranças partidárias

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Oito meses depois das eleições legislativas, os portugueses descem às urnas para eleger os órgãos do poder local.

O sufrágio que é um teste à popularidade do governo socialista, é também marcado pela revelação da imprensa de que 40% das câmaras do país serão alvo de inquéritos por corrupção. Os principais responsáveis políticos como o presidente Jorge Sampaio, ou o primeiro-ministro José Sócrates, assim como os principais candidatos, apelaram em uníssono à população para que vote, de forma a contrariar a tradicional abstenção dos dias de chuva. Às 16h00 apenas 48% dos portugueses tinha votado. Segundo os analistas, dificilmente a escolha dos 308 presidentes de câmara poderá ter as mesmas consequências que em 2001, quando os resultados obtidos pelo PS levaram à demissão do então primeiro-ministro António Guterres. Os socialistas aspiram à vitória em Lisboa, Porto, Setúbal e Faro. Para os sociais-democratas, que controlam 142 autarquias, o desafio será antes de mais o de manter a presidência da Associação Nacional de Municípios. Das centenas de candidatos, pelo menos quatro, dados como favoritos, estão acusados em processos de corrupção, apresentando-se à eleição como independentes. Os primeiros resultados serão conhecidos a partir das 19 horas. A jornada eleitoral fica ainda marcada pelas declarações de Mário Soares, candidato presidencial, que defendeu a vitória do filho, João Soares, candidato do Partido Socialista à Câmara de Sintra. Segundo o porta-voz da CNE, Nuno Godinho de Matos, citado pela agência Lusa, tais declarações “violam claramente o nº2 do artigo 177 da Lei Eleitoral para as autarquias locais, que proíbe que no dia da eleição seja feito um apelo ao voto”.