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Presidente paquistanês apela à ajuda internacional

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Presidente paquistanês apela à ajuda internacional

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Desde ontem às 8h55 que a terra continua a tremer no Paquistão, agravando os danos nas zonas devastadas e dificultando o acesso das equipas de salvamento. Depois dos trinta segundos de duração do terramoto seguiram-se quase meia centena de réplicas nas últimas 24 horas.

Só na região da Caxemira paquistanesa as autoridades falam de várias aldeias totalmente devastadas e de mais de 30 mil mortos. Quase metade da população da região terá sido afectada pelo abalo que apagou do mapa várias aldeias e destruiu acessos e comunicações. A proximidade do epicentro, localizado na linha de fronteira das duas Caxemiras, fez desabar milhares de edifícios, entre casas de adobe, quartéis de militares e escolas, à hora em que milhares de alunos iniciavam as aulas. No distrito de Balakot no nordeste do país, o desmoronamento de dois estabelecimentos de ensino aprisionou nos escombros mais de 850 alunos. Na ausência de equipas de resgate, pais e familiares dos alunos tentam com meios artesanais salvar as crianças. Na zona de conflito das duas Caxemiras, centenas de soldados ficaram aprisionados nos escombros de bunkers e quartéis. Em Muzzaffarabad, o sismo destruiu o hospital militar local e a assistência às vítimas faz-se sobre o jardim municipal da capital da Caxemira indiana, onde podem ter morrido mais de 3 mil pessoas. Para os sobreviventes que enfrentam ao relento as baixas temperaturas da época, continua a faltar comida, água e assistência médica. O presidente paquistanês Pervez Musharraf, lançou esta manhã um apelo à ajuda da comunidade internacional, depois de ontem ter considerado a catástrofe como um “teste ao país”.