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Rabat repatria imigrantes mas é acusada de abandoná-los de novo no deserto

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Rabat repatria imigrantes mas é acusada de abandoná-los de novo no deserto

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Depois de os ter abandonado no deserto, Marrocos reagrupa os imigrantes ilegais e repatria-os. Senegaleses e malineses seguem para os países por via aérea, devido aos acordos com os países de origem. Os restantes são levados de autocarro para local desconhecido no Sul.

Algemados, apinhados, sem água nem comida: a situação é desesperante para pessoas que foram detidas depois de uma longa viagem, de uma tentativa para entrar na Europa e de novo terem vencido o deserto. A viagem inclui escala em Bouarfa. Um clandestino conta que não sabem para onde os levam, diz que não comeram e a única água que têm foi dada pelo jornalista. As organizações humanitárias acusam Marrocos de ter abandonado 2400 imigrantes na semana passada no deserto junto à Argélia, sem comida nem água. Não se sabe do paradeiro de mil. Em Bouarfa, membros das organizações humanitárias tentam impedir a partida dos autocarros, falam de repatriamentos em massa e acusam Rabat de abandonar mais uma vez os clandestinos no deserto. Este domingo uma missão da Comissão Europeia chegou a Ceuta. Bruxelas procura uma solução para conter os clandestinos em Ceuta e Melilla, face ao apelo de Madrid, após semanas de assaltos maciços às fronteiras espanholas em Marrocos. Esta segunda-feira, o chefe da diplomacia espanhola, Miguel Angel Moratinos, vai a Rabat, prevendo-se um apelo às organizações humanitárias e à assistência aos imigrantes.