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Paquistão/Sismo: Populações assumem resgate na ausência de apoio estatal

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Paquistão/Sismo: Populações assumem resgate na ausência de apoio estatal

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Sem auxílio governamental, as populações atingidas pelo sismo de sábado passado tentam com as próprias mãos resgatar aqueles que ficaram retidos sob as ruínas de Balakot.

Na cidade de 30 mil habitantes, situada 80 km a noroeste de Islamabad, milhares de crianças permanecem soterradas nos escombros de três escolas. Ontem, um acontecimento feliz devolveu a esperança às equipas de resgate.Duas crianças foram retiradas vivas, após 48 horas sob os destroços da escola onde estudavam. Porém, muitas mais ficam por salvar e o tempo vai passando. Um popular diz que “há muitas pessoas vivas sob as ruínas, mas não podem ser todas retiradas, porque não há auxílio governamental; não nos estão a ajudar aqui. Senão podíamos tê-las salvo há muito tempo”. A catástrofe assume proporções tão graves que um porta-voz do exército paquistanês considera que toda uma geração se perdeu. Uma criança resgatada dos escombros conta a tragédia na primeira pessoa, antes de se desfazer em lágrimas: “Estávamos na aula de leitura quando de repente houve um ruído enorme e o tecto caíu”. Três dias depois do violento sismo, as populações de Balakot e da Caxemira paquistanesa continuam sem poder contar com outra ajuda que não a vontade de resgatar familiares e amigos de entre as ruínas.