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Turquia/Alemanha: uma relação privilegiada

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Turquia/Alemanha: uma relação privilegiada

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Há pelo menos dois milhões e meio de turcos a viver na Alemanha. É a maior comunidade estrangeira no país, um dado importante numa altura em que não se sabe para que lado vai pender a Alemanha nas negociações de adesão da Turquia à União Europeia.

Cidadãos turcos começaram a instalar-se no país nos anos 60, quando os dois países assinaram um convénio de recrutamento de mão-de-obra. A partir dos anos 80, o número de empresários turcos na Alemanha aumentou consideravelmente. É o caso de Hayati Onel. Chegou em 1982, montou uma gráfica em Colónia e dá trabalho a 18 pessoas. Onel explica que “para os turcos na Alemanha, a adesão é uma questão importante. As médias empresas vão investir na Europa, do mesmo modo que a alemanha vai investir na Turquia”. A Alemanha é a primeiro parceiro comercial da Turquia. Uma relação privilegiada que Gerhard Shroeder, o chanceler cessante, queria manter. Shroeder lembra que os esforços de integração já duram há 40 anos, as expectativas cresceram e é do interesse de todos, União Europeia e Alemanha em particular, que a Turquia entre no clube europeu. Mas os novos governantes conservadores, já não pensam assim. Na campanha eleitoral, Angela Merkel, foi firme. Considera que a Europa não pode continuar sem fronteiras, que a ideia da adesão deverá ser substituída por uma parceria privilegiada. A comunidade turca na Alemanha está por isso mergulhada na incerteza. A posição conservadora nesta matéria pode ser equilibrada com a presença de um liberal como chefe da diplomacia no próximo executivo.