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Em Kabardino-Balcária chegou a temer-se uma repetição de Beslan

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Em Kabardino-Balcária chegou a temer-se uma repetição de Beslan

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As imagens de crianças a fugirem da escola com o barulho das rajadas de metralhadora como pano de fundo fizeram pensar no pior, um ano depois da tragédia numa escola de Beslan, na Ossétia do Norte.

A escola primária número 5 de Nalchik, capital de Kabardino-Balcária, no Cáucaso russo, foi evacuada pouco antes de ter sido invadida por um grupo de rebeldes armados que minutos antes tinha atacado e posto fogo numa esquadra de polícia. Pouco tempo depois, as autoridades anunciavam que três esquadras da polícia, a sede do Ministério do Interior e dos serviços de informações FSB (ex-KGB), foram atacadas por dezenas de homens armados. Os confrontos ocorreram em vários bairros de Nalchik. Um ataque contra o aeroporto da cidade foi repelido, mas todos os voos foram suspensos. Os ataques levados a cabo por perto de 150 combatentes, segundo o presidente da região, 300 de acordo com o FSB, foram lançados em nome de separatistas tchetchenos, de acordo com um “site” da internet próximo dos independentistas, que garante ter recebido uma reivindicação. De acordo com o procurador-adjunto russo, 12 civis morreram nas trocas de tiros, bem como 12 polícias e 20 guerrilheiros. 12 rebeldes terão sido detidos pelas autoridades locais. O presidente da república de Kabardino-Balcária, Arsen Kanokov, afirmou momentos antes que o número de rebeldes mortos era de 50. Kabardino-Balcária, tal como outras regiões do sul da Rússia, tem sido palco de um aumento da violência dirigida contra a polícia, militares e forças da segurança por parte de movimentos extremistas islâmicos, ligados à causa dos independentistas tchetchenos. Um ano depois do drama de Beslan, Vladimir Putin quis ser informado, olhos nos olhos, do que aconteceu esta manhã em Nalchik e chamou ao seu gabinete Alexandre Tchekaline, primeiro adjunto do ministro do Interior, a quem pediu que tornasse público a ordem para matar qualquer indivíduo que resistisse às ordens das forças de segurança. Na reunião com Putin, Tchekaline disse-se convencido de que a operação levada a cabo por independentistas tchetchenos surgiu na sequência de um missão das forças moscovitas contra um líder rebelde, que se encontrava cercado por membros do exército. O adjunto do ministro do Interior afirmou que os ataques em Nalchik tiveram como objectivo obrigar os soldados a deslocarem-se para o centro da cidade. Um objectivo que não foi conseguido, já que o líder rebelde e os 10 homens que o acompanhavam foram abatidos pelas forças de Moscovo.