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Morte de ministro sírio reforça suspeitas libanesas

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Morte de ministro sírio reforça suspeitas libanesas

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A morte do misnitro sírio do interior aumentou o sentimento de desconfiança entre o Líbano e a Síria. O aparente suicídio de Ghazi Kanaan, a poucos dias de serem tornadas públicas as conclusões do inquérito à morte do antigo primeiro-ministro libanês, Rafik Hariri, veio endurecer ainda mais as relações entre Beirute e Damasco.

A tal ponto que o Presidente sírio Bachar al Assad deu uma entrevista e mais uma vez negou qualquer envolvimento da Síria no assassinato de Hariri. Instado a comentar os recentes desenvolvimentos do caso sírio, o Presidente norte-americano George W. Bush deixou um aviso: “penso que é muito importante que a Síria perceba que o mundo livre respeita a democracia libanesa e espera que a Síria honre essa democracia” O ministro, encontrado esta quarta-feira morto, esteve durante 20 anos à frente dos serviços de informação militares no Líbano e como mais alto responsável sírio no território era tido como o governador de facto no país. A notícia da morte do general Kanaan de 63 anos foi recebida no Líbano por alguns com satisfação. O protesto que se seguiu à morte de Hariri em Fevereiro passado precipitou aretirada das tropas sírias do Líbano. Em resultado das investigações que se seguiram ao atentado que matou o primeiro ministro libanês foram presos quatro generais pró-sírios, que aguardam julgamento, acusados de assassínio. A ONU deverá apresentar no fim deste mês as conclusões do inquérito que está a ser dirigido pelo alemão Detlev Mehlis.