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Três mil pessoas no funeral de Ghazi Kanaan

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Três mil pessoas no funeral de Ghazi Kanaan

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Ghazi Kanaan, o ministro sírio do Interior e antigo homem-forte da Síria no Líbano, foi inumado esta quinta-feira à tarde em B’Hamra, a cidade onde nasceu, a 350 km de Damasco. O vice-primeiro-ministro, Abdallah al-Dardari, foi o representante do Estado nas exéquias que contaram com a presença de três mil pessoas.

De acordo com as autoridades de Damasco, Kanaan suicidou-se com um tiro na cabeça esta quarta-feira. Poucas horas antes de ter morrido, Ghazi Kanaan fez declarações a uma rádio, em que se defendeu das acusações de corrupção, formuladas por uma televisão libanesa, conhecida pela hostilidade ao líder Rafic Hariri, morto num atentado. De acordo com a televisão, Kanaan teria recebido 10 milhões de dólares para apoiar Rafic Hariri nas legislativas de 2000. Em Beirute, os comentários à situação são pouco abonatórios para os sírios. Um cidadão disse aos jornalistas que “mataram Kanaan para mascarar o assassínio de Hariri”. Um outro considera que “está tudo ainda muito confuso pois pode ter havido suicídio ou assassínio, mas inguém esperava uma coisa destas”. O líder druzo libanês, Walid Joumblatt, nas cerimónias fúnebres, não deixou de recordar que Ghazi Kanaan era contra a prorrogação do mandato do presidente Lahoud, algo que poderia isolar a Síria. Mas Joumblatt considera que Kanaan não poderia fazer nada para o impedir.