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Cientistas buscam a vacina perfeita para a gripe aviária

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Cientistas buscam a vacina perfeita para a gripe aviária

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Menos mortal, mais perigoso: o H5N1 é o pior dos vírus de gripe aviária e ainda não há remédio que o trave, apesar das investigações apressadas mas exaustivas.A corrida aos medicamentos anti-virais, como o Tamiflu, começou depois de lançado o alerta sobre a difusão do vírus, Nos laboratórios de todo o mundo, tenta-se identificar da forma mais exacta a variante da actual epizootia e criar vacinas.

Em Lyon, Claude Cocogne explica que recolhem o líquido contaminado, a que chamamos normalmente a clara do ovo, e a partir daí fazem-se vários tratamentos para o reproduzir até a uma quantidade suficiente para criar uma vacina. Ainda não existe a vacina perfeita, até porque o vírus continua a sofrer mutações. Mas, quando for inventada, como vai ser aplicada? A Organização Mundial de Saúde (OMS) tem sublinhado a necessidade de respeitar uma série de comportamentos como a desinfecção, controlo, etc. A vacina ajuda mas não pode impedir a epidemia. Peter Cordingley, da OMS, diz que para travar a contaminação da doença, teria de se produzir uma quantidade suficiente de vacina para se inocular cada pessoa no mundo, ou seja, seis mil milhões de unidades, o que não se pode fazer. Até agora, não há nenhum caso confirmado de transmissão do vírus da gripe aviária de homem para homem. Há casos, muito raros, de transmissão das aves de criação ao homem.Normalmente, como os outros vírus, o H5N1 é transportado pelas aves migratórias. Até agora ainda não foi encontrada nenhuma destas aves contaminada. Isso parece querer significar que os pássaros contaminados ficam fracos demais para poder voar. E isso é uma razão de optimismo para os europeus.