Última hora

Última hora

Tensão cresce nas relações sino-nipónicas

Em leitura:

Tensão cresce nas relações sino-nipónicas

Tamanho do texto Aa Aa

Sobe de tom a tensão sino-nipónica. Pequim classifica de “grave provocação ao povo chinês”, a nova visita do primeiro-ministro japonês ao controverso santuário de Yazukuni, em Tóquio.

Junichiro Koizumi, trocou este ano o traje tradicional por um, mais discreto, fato de trabalho e recolheu-se pouco mais de um minuto no monumento. Mas as visitas anuais do primeiro-ministro ao santuário que honra a memória dos 2,5 milhões de japoneses que morreram pela pátria desde a guerra civil de 1853 têm contribuído para degradar as relações nipónicas com os países vizinhos, em especial a China e a Coreia do Sul. É que no monumento estão também registados desde 1978, os nomes de 14 criminosos de guerra, entre os quais Hidaki Tojo, condenados pelos aliados após a capitulação japonesa. As visitas de Koizumi são criticadas mesmo no Japão e provocam a ira dos chineses que têm bem presente na memória a ocupação nipónica antes e durante a segunda guerra mundial. Em Abril, o descontentamento de Pequim sobre vários assuntos relacionados com o passado imperial do Japão, nomeadamente um manual escolar que passava uma esponja sobre alguns crimes de guerra, provocou uma série de manifestações anti-nipónicas por vezes violentas, na China. O mercado chinês representa 13% das exportações nipónicas. Esta nova visita ao santuário do primeiro-ministro recentemente reeleito não ajuda muito ao avanço das negociações em torno das reservas de gás no Leste do mar da China.