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Retrato do novo líder conservador britânico

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Retrato do novo líder conservador britânico

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Sem dúvida que o estilo faz lembrar um certo Tony Blair, em início de carreira.

David Cameron, 38 anos, tem a mesma juventude, a mesma descontração, o mesmo toque convencional que deu resultado em 1997. Só o partido é que não é o mesmo. Se a isto juntarmos uma pitada de obstinação e de modéstia, a receita está completa. “ Não dar nada, absolutamente nada como garantido e trabalhar muito” parece ser o seu lema. Quase desconhecido até há alguns meses, Cameron impôs-se subitamente como a esperança de um partido conservador comprometido com o seu conservadorismo e com os seus defeitos repetitivos,a viver uma séria falta de inspiração. Licenciado em filosofia, economia e política, áqueles que o acusam de falta de experiência, diz-se disposto a ouvir os mais velhos. Rapidamente se impôs como um reformador pragmático. Tão pragmático que mesmo os ataques ao seu passado e ao seu eventual consumo de drogas, não lhe causaram qualquer dano. Foram poucos os que não apostaram nele, pelo menos no congresso anual dos conservadores no início de Outubro. Uma onda de bom humor para cativar a sala, um discurso sóbrio e optimista. O jovem que aos 22 anos escrevia discursos para Margaret Thatcher e John Major, voltou a gerar aplausos, desta vez,para si próprio. Durante quase dez anos, Cameron esteve afastado do domínio publico. Há dois anos regressou e juntou-se ao governo sombra dos conservadores. Agora, falta apenas aplicar a experiência nas próximas eleições.