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Assassinato de Rafic Hariri foi complô sirio-libanês

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Assassinato de Rafic Hariri foi complô sirio-libanês

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Tanto a Síria como o Líbano estão implicados na morte do ex-primeiro ministro libanês, Rafic Hariri. Estas são as conclusões do inquérito entregue esta quinta-feira ao secretário geral da ONU, Kofi Anan.

A comissão, dirigida pelo magistrado alemão Detlev Mehlis, revelou que alguns responsáveis sírios, entre os quais o ministro dos Negócios Estrangeiros Farouk al-Chareh tentaram dificultar-lhes o trabalho. Numa entrevista recente a um jornal alemão o presidente sírio, Bachar al-Assad afirmou que “a Síria está inocente a 100%” mas, segundo a estação de televisão al-Arabia, o relatório agora concluído demonstra o envolvimento de quatro funcionários sírios e quatro libaneses. Do lado sírio, o dedo acusador é apontado directamente ao ministro do Interior, Gazi Kanaan que, segundo Damasco, se terá suicidado no passado dia 12; ao chefe dos serviços secretos sírios, Assef Shawkat – cunhado do presidente al-Assad -ao chefe dos serviços secretos sírios no Líbano e ao chefe da segurança interna da Síria. No Líbano, a operação terá contado com a colaboração do chefe da guarda presidencial e três anigos responsáveis pela segurança. É grande a expectativa sobre as reacções que o documento pode provocar, tanto no Líbano como ao nível internacional. O relatório será esta sexta-feira distribuído pelos membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas.