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Síria abre portas a colaboração com a ONU mas rejeita relatório Mehlis

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Síria abre portas a colaboração com a ONU mas rejeita relatório Mehlis

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A Síria está pronta a colaborar e poderá deixar os investigadores da ONU interrogar responsáveis sírios, mas continua a rejeitar o relatório Mehlis sobre a morte do ex-primeiro-ministro libanês Rafic Hariri.

Damasco, pela voz do vice-ministro dos Negócios Estrangeiros Ahmad Arnous, diz que o documento é baseado em hipóteses e foi politizado, mesmo assim poderá analisar os pedidos dos investigadores da ONU para interrogar responsáveis sírios. O relatório Mehlis conclui que altas figuras dos serviços de segurança sírios e libaneses ordenaram e executaram o atentado que, a 14 de Fevereiro, matou Rafic Hariri e 20 outras pessoas em Beirute. A reacção mais conciliatória da Síria chega depois de Washington ter pedido uma sessão extraordinária do Conselho de Segurança da ONU para debater o documento entregue na quinta-feira. Uma reunião está marcada para terça-feira e no ar paira a ameaça de sanções. Mas é pouco provável que sejam aplicadas medidas antes de 15 de Dezembro, data em que termina o mandato da comissão Mehlis. O deputado Saad Hariri, filho do falecido ex-primeiro-ministro, reagiu a partir da Árabia Saudita. Pede que os responsáveis da morte do pai sejam julgados por um tribunal internacional. As conclusões do inquérito não surpreenderam os libaneses, que, desde a morte de Rafic Hariri, apontavam o dedo à Síria. Na noite passada, centenas de pessoas juntaram-se no túmulo de Hariri, em Beirute, para festejar.