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Orhan Pamuk vence "Prémio da Paz" da Associação dos Livreiros Alemães

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Orhan Pamuk vence "Prémio da Paz" da Associação dos Livreiros Alemães

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O turco Orhan Pamuk é o vencedor do Prémio da Paz, o mais importante galardão atribuído pela Associação dos Livreiros Alemães. O prémio de 25 mil euros distingue as personalidades que contribuíram para a paz mundial nos campos da literatura, das ciências ou das artes.

Na Igreja de São Paulo de Frankfurt, Pamuk, cuja obra está traduzida em 34 línguas e publicada em mais de cem países, defendeu a inevitabilidade cultural da adesão turca à União Europeia. “Se a Europa continua a alimentar o espírito das luzes, da igualdade e da democracia, a Turquia tem de ter um lugar nessa Europa pacifista. Uma Europa meramente baseada no Cristianismo ou uma Turquia exclusivamente apoiada na religião são irrealistas, porque não estariam voltadas para o futuro, mas sim para o passado”, disse o romancista no discurso de aceitação do prémio. Por ter denunciado, na imprensa suíça, o genocídio arménio e a situação dos curdos na Turquia, Pamuk vai ser julgado em Dezembro por injúria deliberada à identidade nacional e incorre numa pena até três anos de prisão.