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Conselheiro de Bush envolvido em escândalo

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Conselheiro de Bush envolvido em escândalo

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Mais um escândalo a marcar a passagem de George Bush pela Casa Branca. O Iraque volta a aparecer como pano de fundo, num jogo de sombras e mentiras, que acabou com a denúncia de uma agente da CIA. Tudo, para retaliar o respectivo marido, o embaixador Joseph Wilson. .

Uma vingança e nela se envolveram o conselheiro do Presidente, Karl Rove, e o chefe de Gabinete do vice-presidente, Lewis “Scooter” Libby.Patrick Fitzgerald é o procurador especial, que dirige a investigação deste escândalo. Agora, os dois principais suspeitos serão ouvidos por um Juri Federal que vai decidir se há ou não matéria para um processo judicial. Se Rove for incriminado, pode ser condenado a uma pena máxima de 10 anos de prisão, por ter revelado a identidade de um agente da CIA. A história começou em Agosto de 2002, com a constituição do chamado Grupo do Iraque na Casa Branca. Uma “task force”, que tinha por missão preparar a opinião pública norte-americana, para a guerra. Os passos até à invasão foram todos estudados ao pormenor. Em 28 de Janeiro de 2003, Bush, falando do estado da União, aproveitou para acusar o regime de Saddam. “O Governo britânico sabe que Saddam comprou recentemente quantidades apreciáveis de urânio, em África”, disse o Presidente norte-americano. Joseph Wilson começou a ser assediado por jornalistas. Disse ao New York Times que aquela informação não era credivel. Tinha sido destacado, para investigar as eventuais compras de urânio de Niger, pelo regime de Saddam A vingança foi rápida e, alguns dias depois desta afirmação, a mulher de Wilson, Valerie Plame, foi denunciada na imprensa, como agente da CIA. O diplomata não perdeu tempo e afirmou, preto no branco, que a denúncia da sua mulher era uma vingança, executada por Rove e Libby. A imprensa multiplicou as especulações sobre o autor da fuga de informaçâo e todas as suposições apontavam para Karl Rove, o mais próximo conselheiro de George Bush O Presidente garante que deu instruções ao seu “staff”, para colaborar nas investigações. Mas também não quer juizos baseados nos média. A imprensa americana tem mais um caso, que promete fazer correr rios de tinta. Bush tem mais uma dor de cabeça, para lhe abalar a popularidade, em queda. Rove tem a justiça à sua espera e a imprensa desejosa de uma boa história.