Última hora

Última hora

Washington e Paris defendem resolução da ONU que ameace Síria com sanções

Em leitura:

Washington e Paris defendem resolução da ONU que ameace Síria com sanções

Tamanho do texto Aa Aa

As Nações Unidas ofereceram ontem à Síria uma segunda oportunidade de colaborar na investigação ao assassínio de Rafic Hariri e de evitar assim eventuais sanções internacionais.

A comissão de inquérito chefiada pelo alemão Detlev Mehlis vai prolongar o seu mandato até ao dia 15 de Dezembro, para permitir que a Síria leve a cabo a sua própria investigação. Frente ao Conselho de Segurança da ONU, Mehlis denunciou ontem a falta de cooperação da Síria e as várias ameaças dirigidas à segurança da sua equipa, exigindo de Damasco, “a abertura de um inquérito transparente que permita responder às interrogações que subsistem”. A ONU dá assim mais tempo a Bashar Al-assad, mas também mais tempo ao Conselho de Segurança para encontrar um consenso em torno de uma resolução relativa à Síria. Os Estados Unidos não excluem a hipótese de uma acção militar se se esgotaremas possibilidades de negociação, como afirmou ontem George W. Bush. A Secretária de Estado norte-americana Condoleeza Rice, de visita ontem ao Canadá, advertiu a Síria para que, “não relativize o relatório Mehlis, e que coopere”. O relatório classificado pelo regime Sírio como uma “arma política”, aponta o envolvimento de altos responsáveis dos serviços de segurança sírios e libaneses no atentado contra Hariri. Na ONU, França e Washington fazem circular uma proposta de resolução que prevê a detenção dos suspeitos enunciados pelo relatório, entre os quais se encontrará o genro do presidente sírio Bashar Al-Assad, e que defende a aplicação de sanções caso a Síria se recuse a colaborar.