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Conselho europeu: consenso de ideias, divergência na concretização

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Conselho europeu: consenso de ideias, divergência na concretização

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A Cimeira informal desta quinta-feira cifrou-se por um “amplo consenso” dos líderes europeus sobre “a direcção económica e social” que a Europa deve seguir, foi o balanço feito pela presidência britânica. No entanto, no que toca a medidas concretas, o consenso não foi assim tão evidente. Um exemplo é o fundo para a mundialização, proposto por Bruxelas. Os Vinte e Cinco até não estão contra, mas ninguém se entende sobre como organizá-lo ou quanto custará.

Tony Blair, que há quatro meses lidera os destinos da União, prometeu apresentar propostas concretas na Cimeira de Dezembro, que marca o fim da presidência britânica. É também nessa altura que se voltará a discutir o orçamento comunitário para 2007-2013. Blair promete fazer o seu melhor para alcançar um acordo mas admite tratar-se de um assunto difícil. Durão Barroso alertou: “Se não alcançarmos um acordo em Dezembro, isso significa que os novos Estados membros não vão receber a tempo os fundos de que necessitam para o seu desenvolvimento e crescimento.” Um tema também fora da agenda desta Cimeira era a agricultura. Mas Jacques Chirac sacou da artilharia pesada e ameaçou vetar o acordo global da OMC, na reunião ministerial de Dezembro, em Hong Kong, se a PAC for posta em causa. Apesar de alguma aproximação entre Chirac e Blair, nomeadamente no que toca à necessidade de apostar na Investiga4ão e Desenvolvimento como motor da competitividade europeia, as velhas clivagens entre Paris e Londres voltaram à tona. Esta cimeira foi, contudo, marcada por uma novidade: o fim da dupla franco-alemã, agora de Gerhard Schoeder se prepara para deixar a chancelaria.