Última hora

Última hora

ONU exige que a Síria colabore com a investigação à morte de Rafic Hariri

Em leitura:

ONU exige que a Síria colabore com a investigação à morte de Rafic Hariri

Tamanho do texto Aa Aa

A ONU ameaça a Síria com sanções, caso Damasco não colabore com a investigação das Nações Unidas ao homicídio do antigo primeiro-ministro libanês, Rafic Hariri. A resolução, aprovada por unanimidade pelo Conselho de Segurança, exige que a Síria proceda à detenção de qualquer pessoa que a ONU considere suspeita e que a comissão de investigação possa interrogar essas pessoas no local e nas condições que quiser. Uma situação que não agrada a Bachar al-Assad, já que entre os suspeitos estão o seu irmão e ainda o chefe dos serviços secretos, Asef Shawkat, que também é cunhado do presidente sírio.

Caso a Síria não colabore, a ONU ameaça com sanções económicas. A resolução 16/36 também estende o mandato da comissão de inquérito até ao dia 15 de Dezembro e, segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, tem por único objectivo conhecer “a verdade sobre o assassinato de Rafic Hariri, de forma a que os responsáveis, sejam eles quem forem, respondam pelo crime que cometeram”. Apresentado na semana passada, o relatório da comissão de inquérito da ONU ao atentado revelou que vários altos responsáveis sírios e libaneses estão implicados na morte de Hariri. Rafic Hariri foi morto no dia 14 de Fevereiro em Beirute. Dois dias depois, as ruas encheram-se para o funeral, transformado em manifestação política que acabou por conduzir à retirada síria, após cerca de 30 anos de presença do Líbano.