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Oposição marfinense nas ruas contra manutenção de Gbagbo no poder por um ano

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Oposição marfinense nas ruas contra manutenção de Gbagbo no poder por um ano

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A já difícil situação da Costa do Marfim ameaça ficar incontrolável. Este domingo foram anuladas as eleições presidenciais e Laurent Gbagbo vai ficar nocargo por um ano, mesmo após o fim do mandato, com o aval da ONU.

Horas antes de o mandato chegar ao fim, Gbagbo falou na televisão, disse esperar organizar eleições antes do prazo dado pela ONU e acusou os rebeldes de bloquearem a situação política, o que obrigou a anular as eleições previstas para este domingo. A oposição saiu às ruas das principais cidades do país para contestar a decisão e ameaça prolongar os protestos, pois diz que o presidente chegou ao poder pela via das ruas e saírá da mesma maneira. Desde 2002 que o país está dividido. O Norte é controlado pelos rebeldes. O Sul é fiel a Laurent Gbagbo. Os acordos de paz de Marcoussi, assinados há dois anos, estão em ponto morto. A resolução da ONU obriga Gbagbo a nomear um primeiro-ministro consensual, mas os rebeldes anteciparam-se e já nomearam alguém para formar um governo de reconciliação nacional. Abidjan viveu este domingo momentos tensos, quando as forças da ordem impediram manifestantes de se aproximarem do palácio presidencial.